domingo, 2 de setembro de 2007

viagem à Estrela

Mais um passeio "domingueiro" pelas mais antigas ruas da cidade de Lisboa e a um jardim extraordinário mesmo no coração da cidade.


É por um dos percursos que a Carris nos oferece diariamente, para serviço e transporte dos moradores destes bairros que o Elétrico "carreira 28" nos mostra a "Lisboa antiga cidade, cheia de encantos e beleza..."

É na Estrela que encontramos um jardim e a bela Basílica com o mesmo nome (nota negativa: ter de pagar não para ver o Presépio pois é de entrada livre mas sim para acender a iluminação que permite visualizá-lo 50 cêntimos por dois minutos).






... a varanda que a Tânia sempre gostou de ter.


... o elevador da Bica...

Este Elétrico lento e compassado faz-nos vaguear pelos bairros da Graça, Castelo, Sé, Baixa, Chiado, Bica e Estrela.

Um passeio muito agradável para uma manhã de Domingo.

viagem ao Parque Nacional

Finalmente umas férias merecidas...

O Parque Nacional da Peneda-Gerês está mais deslumbrante do que nunca. A "falta" de incêndios proporciona paisagens de um verde luxuriante ou de um cinza agreste dos afloramentos graníticos.

Mais um novo montanheiro foi "iniciado" nestas andanças, mas a vontade dele era mesmo dar uns mergulhos na água ou na piscina gentilmente, para loucura do "piqueno", oferecida pelos avós. As caminhadas foram muitas, ou melhor dizendo, aquelas que o Guilherme deixou fazer ou as que ainda não tinham sido "palmilhadas" por estes montanheiros.


-"Fujam, aí vem uma bruxa" (Vilar de Perdizes)




Mosteiro de Pitões das Júnias


- Encontramos o "Salta Poçecos"... (Trilho da Calcedónia)


- A equipa "Caixa Fã" pronta para mais uma caminhada... (Junceda - Trilho da Silha dos Ursos)



Caminhada cheia de emoções fortes... a 1ª nota negativa: ter de pagar para andar a pé num estradão de terra que dá acesso à antiga aldeia de Vilarinho das Furnas hoje submersa pela albufeira (só em Portugal, bem serve de consolo estarmos a menos de 5Km de Espanha). Depois a nossa primeira Geocache, foi muito divertido. Por fim um belo mergulho na albufeira a água embora gelada bem melhor que nos ribeiros dos Gerês.



- Acordar às 5h da manhã, comecar o percurso às 5:45h para ir ver o nascer do sol no topo do Pé de Cabril é mesmo de gente doida...




- Pois é, tudo começa tudo acaba e esta foi a ultima vez que estas botas viram o Gêres mas a vontade da Montanheira essa não ficou abalada...

segunda-feira, 21 de maio de 2007

viagem pelas Águas Livres

No dia 12 de Maio, um dos poucos dias em que o Aqueduto das Águas livres está aberto ao Público sem termos de pagar, fomos dar um passeio a um dos monumentos emblemáticos de Lisboa.


Foi um passeio maravilhoso, pois, tivemos a oportunidade de percorrer todo o aqueduto, de onde se vislumbrava uma paisagem fantastica do vale de Alcantara, bem como a mistura do cinzento da cidade, com o verde da floresta...


O Aqueduto é realizado no reinado de D. João V e por alvará régio de 12 de Maio de 1732 autorizando a construção do aqueduto, construção esta que começa em Agosto de 1732 e termina em 1748, "alimentando" Lisboa até 1967.

Mais uma curiosidade a extensão do Aqueduto, incluindo todos os seus ramais é de 58 135 metros. A acaria sobre o vale de Alcantara totaliza 35 arcos dos quais 14 em ogiva e os restantes em volta perfeita.
Tem 941 metros de comprimento tendo o maior arco 65 metros de altura e 32 de largura.

Depois de retemperar as forças já perto do Largo do Rato, a Mãe d'Água, reservatório da água que abastecia a Lisboa do século XVIII.

Foi concluído só em 1834 sendo um componente essencial do abastecimento de água urbano.

Um jardim lindíssimo anuncia a chegada...

No seu interior destaca-se a cisterna de água com capacidade para 5 500m3 e com 7,5m de profundidade.

Um passeio muito bonito por monumentos e ruas de Lisboa...

Fotos: DT

quarta-feira, 25 de abril de 2007

viagem à Literatura


O ÚNICO DEFEITO DA MULHER


"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.
Não sei se hoje isso ainda acontece. Sou anti-social ao ponto de não frequentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízos.
Mas era assim que a coisa acontecia naqueles tempos.
Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto a observar a paisagem.
Bem, depressa verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatómicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.
Explico: no lado masculino imperava o embate das comparações e disputas.
"O meu carro é mais potente, a minha televisão é mais moderna, o meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, a minha equipe de futebol é mais forte, eu dou 3 por noite" e outras cascatas típicas da macheza latina.
Já no lado oposto, respirava-se outro ar.
As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimónia que me deliciava.
Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como mexerico.
Discordo.
Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres.
Constatem, é fácil.
Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, as mulheres já chegam com quase metade da lição estudada.
Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática.
Ela brinca às casinhas e aprende a pôr um pouco de ordem nas coisas.
Ela pede uma bonequinha a quem chama filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma ideia muito clara do que vem a ser isso.
Noutras palavras, ela já nasce a saber. E o que não sabe, intui.
Já com os homens a historia é outra.
Você já viu um menino dessa idade a brincar aos directores?
Já ouviu falar de algum garoto fingindo ir ao banco pagar as contas?
Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do IRS?
Não, nunca viram e nem hão-de ver.
Porque o homem nasce, vive e morre uma existência infanto-juvenil.
O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.
Aí reside a maior diferença.
O que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia e competição.
Então a fuga acompanha-os o resto da vida, e não percebem quanto tempo eles perdem com seus medos.
Falo sem o menor pudor.
Sou assim.
Todos os homens são assim.
Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado.
Sempre consegui ver a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia.
Porque todas as mulheres são lindas.
Se não no todo, pelo menos em algum detalhe.
É só saber olhar.
Todas têm a sua graça.
E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones da futilidade, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim.
Incautas não por serem ingénuas, mas por acreditarem.
Porque todas as mulheres acreditam firmemente na possibilidade do homem ideal.

E esse é o seu único defeito."


Sérgio Gonçalves

Dá que pensar, não dá?


quarta-feira, 18 de abril de 2007

viagem ao Monte Selvagem

Aqui está uma proposta para umas horas muito divertidas junto dos animais que todos conhecemos e outros que nunca vimos, ou nunca mais veremos.

Chama-se Monte Selvagem e é o novo conceito de Zoo em espaços abertos.

Muito bem estruturado e muito divertido, onde tudo se desenrola cheio de curiosidades e de novos ensinamentos interessantes para os mais pequenos...

Aqui ficam algumas fotos...

Os crocodilos do Nilo... O passeio de tractor...
A quintinha...Enfim, uma quantidade de animais passando pelos macacos, cães da pradaria, zebras, avestruzes, porcos espinhos, camelos, eu sei lá que mais...

Bom mesmo é dar um salto ao Monte Selvagem que fica entre Lavre (Vendas Novas) e Ciborro mas para mais informações, aqui fica o Site.
http://www.monteselvagem.pt/

quarta-feira, 21 de março de 2007

viagem à Quinta

Quinta Pedagógica dos Olivais

Para quem procura alternativas a uma manhã ou tarde bem passada em família, propomos, para descontracção dos pais e regozijo dos filhos, uma “viagem à quinta”.
Uma quinta muito especial, em plena zona urbana dos Olivais em Lisboa junto ao Centro Comercial, sendo esta infra-estrutura da responsabilidade do Departamento de Educação e Juventude, do Pelouro da Acção Social, Criança e Educação, da Câmara Municipal de Lisboa, onde a interacção com o mundo rural se faz bem perto dos grandes centros urbanos.



Uma “viagem” que vale a pena realizar...


Para mais informações sobre a Quinta Pedagógica dos Olivais:
http://www.cm-lisboa.pt/index.php?id_categoria=82&id_item=2558


Fotos: DT

segunda-feira, 19 de março de 2007

viagem a uma Casa de Sonho

Quem não gostaria de viver num mundo de cor, som e inigualável beleza?
Pois é aqui está uma proposta dispendiosa é certo mas de fazer roer de inveja os amigos!

Considerada uma das mais famosas casas do mundo, a Casa da Cascata (em inglês: Fallingwater house) ou Casa Kaufmann (nome da família de seu primeiro proprietário) é uma residência localizada perto de Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia nos Estados Unidos. Foi construida em 1936 e projetada pelo arquiteto Frank Lloyd Wright, considerado o introduror da arquitetura moderna no seu país. Originalmente utilizada como residência de veraneio da família, a casa hoje é um museu.
O proprietário era o homem de negócios Sr. Edgar Kaufmann, cujo filho Edgar Jr. fora aluno de
arquitetura de Wright. Foi construída no meio de um bosque, no interior de uma propriedade da família. Sua principal característica, no entanto, é o fato de ter sido erigida sobre uma pequena queda d'água, utilizando elementos naturais ali presentes (como as pedras, a vegetação e a própria água) como constituintes da composição arquitetónica. Assim como várias outras obras de Wright, foi construida com materiais experimentais para a época.



sábado, 10 de março de 2007

viagem a um Sorriso

Já era altura do nosso blog ter um toquezinho de literatura...

O sorriso Creio que foi o sorriso,
O sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
Lá dentro apetecia
Entrar nele, tirar a roupa, ficar
Nu dentro daquele sorriso.

(Eugénio de Andrade)

Obrigado, Lírio...

quinta-feira, 8 de março de 2007

viagem aos Polos

Começou o Ano Polar Internacional 2007-2008.

O Ano Polar Internacional (API) tem como princípio a aprendizagem, o estudo e a divulgação das mais permentes e importantes alterações climáticas que a todos poderá dizer respeito, no sentido de todos somos "culpados" neste novo mundo que aí vem...

O que é o Ano Polar Internacional?

O biénio que decorre de Março de 2007 a Março de 2009 foi designado pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Conselho Internacional para a Ciência, como o IV Ano Polar Internacional (API), situação que não se verificava há exactamente 50 anos. O evento resulta da congregação de esforços de milhares de cientistas e de centenas de instituições internacionais e nacionais, e visa promover o desenvolvimento da ciência nas regiões polares, mas também mostrar junto da sociedade a importância determinante que as regiões polares têm para a dinâmica e regulação climática do Planeta. O API mobiliza já mais de 50.000 pessoas em todo o Mundo.Vários são os enventos portugueses que se associaram a este contexto mundial para o ambiente.

http://anopolar.no.sapo.pt/comite/index.htm


O que é o LATITUDE60!?

A Educação é um tema central no Ano Polar Internacional e em Portugal, um país que tem vivido de costas voltadas para as regiões polares, consideramos que chegou o momento de ensinar às gerações mais novas a importância das regiões frias para o nosso planeta. Mostrar o que se passa no Árctico e no Antárctico ao nível das mudanças no clima, na criosfera, nos ecossistemas, nos hábitos de vida dos povos polares, e as consequências que estas regiões têm para o resto da Terra, e mesmo para Portugal, está nas nossas mãos. O LATITUDE60! é o projecto educativo do Comité Português para o Ano Polar Internacional, e inclui um amplo conjunto de actividades que se iniciaram em Julho de 2006, e que vão continuar até Março de 2009. Neste projecto podem participar todas as disciplinas, desde as ciências exactas, às ciências sociais, às línguas, artes e também ao desporto. O projecto não tem limites, e o objectivo é explorar temas polares, ligando-os aos problemas da Terra e da sociedade, e sempre que possível, a questões relacionadas com a realidade nacional. Estas, podem passar por temáticas ambientais, pela história ou pela cultura. Enfim, o projecto servirá também como uma plataforma de oportunidade para animar e despertar os jovens para a temática polar, mas também para as ciências, artes e desporto.
http://anopolar.no.sapo.pt/latitude60/index.html


São objectivos gerais do API para Portugal:
- Desenvolver a investigação portuguesa nas regiões polares
- Estreitar e reforçar laços na colaboração científica de Portugal com outros países com programas de investigação nas regiões polares
- A assinatura do Tratado da Antárctida
- Realçar a importância das regiões polares e do seu estudo junto dos políticos, media, público em geral e no ensino (primário, básico, secundário e superior)
- Criação de um Portal Polar Português na Internet.

Site Oficial:
http://www.ipy.org/

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

viagem ao encontro do Sagrado

A quem chega de novo a lamego, passa por uma pequena Igreja sem a notar. Pela foto parece-nos à partida ordinária, contudo, encerra no seu interior uma das mais belas talhas douradas que pelo nosso país se possa admirar.
Igreja do Desterro como ela é chamada.
Nota histórica:
A Igreja do Desterro, que foi fundada em 1640, pelo bailio de Leça, D. Frei Luís de Távora, transformou a primitiva ermida aí existente. O interior é revestido a talha do século XVIII, obra dos mestres entalhadores lamecenses Manuel Martins, Manuel de Gouveia e Manuel Machado. As pinturas existentes no corpo da capela representam a Anunciação, Adoração dos Reis Magos, Adoração dos Pastores e Apresentação no Templo.
Localização e História:
O concelho de Lamego encontra-se limitado a norte pelo concelho de Vila Real, a oeste por Resende, a sul por Castro Daire e Tarouca e a este por Armamar. Possui um clima marítimo de transição e/ ou de climas diferenciados, consoante a disposição topográfica e o gradiente térmico as temperaturas serão mais elevadas nas áreas de menor altitude, assim como será mais chuvoso nos lugares cujas vertentes estejam voltadas a poente. A sua morfologia é acidentada, destacando-se como áreas de maior altitude a serra do Poio (1071 m), São Domingos (735 m), Fonte da Mesa (1122 m) e Meijinhos (976 m). Como recursos hídricos, referem-se o rio Cabril, o rio Varosa, o rio Balsemão e o rio Douro. História e Monumentos A génese e história deste concelho parece estarem ligadas aos Celtas, dado que já seria uma povoação importante no século IV a. C.. Em 569, as terras foram ocupadas pelos Suevos e sabe-se que, no primeiro quartel do século XVII, o rei visigodo Sisebuto já nelas cunhava moeda. Durante quatro séculos Lamego foi sendo reconquistada, sucessivamente, pelos Cristãos e pelos Árabes. Durante a ocupação árabe foi sede de um valiato de fronteira e a 29 de Novembro de 1057 as terras foram reconquistadas definitivamente por Fernão Magno. Em 1071, com a restauração da diocese de Lamego, passam a existir alcaides, um dos quais foi Egas Moniz, que empreendeu o repovoamento do Ribadouro. Foi concedida a Lamego a carta de couto por D. Sancho I, em 1191. Até ao século XVI, reinado de D. Dinis, conheceram um grande desenvolvimento, contudo, depois com os nobres conheceu o declínio, reduzindo-se a uma aldeia de 1500 habitantes. Em Julho de 1555, D. Manuel concedeu foral novo a Lamego, após o qual a povoação começou, de novo, a desenvolver-se. Posteriormente, foi alvo de uma reforma liberal. A nível do património arquitectónico, destacam-se a Capela de Nossa Senhora da Esperança, fundada em 1586 pelo padre Francisco Gonçalves, cujo interior é decorado com azulejos e talha do século XVIII, existindo aí uma preciosa escultura em pedra ançã de Nossa Senhora da Esperança (século XVI). A Capela de Nossa Senhora dos Meninos foi mandada edificar pelo bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha, em 1555. O interior foi azulejado e enriquecido de talha e ensamblagem nos séculos XVII e XVIII. As grades de pau-preto são da autoria do ensamblador lamecense Manuel de Sousa. Destaca-se ainda a Capela de São Pedro de Balsemão, que é um templo suevo-bizantino do século VII, único no país. Nos séculos XVII e XVIII, as obras de remodelação alteraram a sua feição primitiva. Estrutura de três naves com capela-mor, alberga no seu interior duas peças notáveis: o túmulo do bispo D. Afonso Pires (século XIV) e Nossa Senhora do Ó (escultura em pedra de ançã do século XIV). A Capela do Espírito Santo é do século XVI sendo também fundada pelo bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha. No exterior, encontra-se o brasão do bispo fundador, cravado no cunhal do lado esquerdo. O Castelo de Lamego é uma construção do século XII, onde se salienta a alcáçova com a torre de menagem e as duas portas (Porta do Fogo e Porta do Sol), definindo estas a estrutura da muralha do primitivo burgo. A cisterna é uma esplêndida construção de silharia rectangular, unida, siglada, abobadada e com a volta das ogivas sustentada por cintas grossas que se estribam em pilares, o que lhe dá o aspecto de uma catedral da época. A Igreja de Santa era um mosteiro do século XVII, que pertenceu aos frades lóios ou cónegos de S. João Baptista - foi o mais importante de Lamego durante o século XVIII. O seu interior possui ricos pormenores de arte dos séculos XVII e XVIII e uma valiosa decoração de azulejaria atribuída à família Bernardes. De realce, os túmulos de dois ilustres lamecenses: o bispo D. João de Brito de Vasconcelos e D. Manuel Pinto da Fonseca. A Igreja de Santa Maria de Almacave é um templo de construção românica da segunda metade do século XII. Conserva da fundação primitiva o portal românico, com três arquivoltas e faixa axadrezada, as portas laterais e os lintéis. O seu interior foi profundamente alterado no século XVIII e enriquecido com azulejos e talha dourada nos altares. Merece especial atenção pela tradição das primeiras Cortes de Portugal, que aí se terão realizado nos primeiros tempos da Nação. A Igreja de Santo António, da qual foram fundadores os últimos condes de Marialva. A escritura da doação do terreno necessária para a construção data de 1425. A torre é anterior, construção do fim do século XIV. A porta principal, se bem que construída no reinado de D. João III, pertence ao ciclo quinhentista do gótico naturalístico. Finalmente, a Sé Catedral de Lamego, que é um edifício do século XIII, românico, marcado pelas alterações efectuadas nos séculos XVI e XVIII. Destaca-se a fachada manuelina onde se conjugam elementos do gótico flamejante e do renascimento, o claustro renascentista e a linguagem decorativa barroca de Nicolau Nasoni (século XVIII). Tradições, Lendas e Curiosidades Das manifestações populares e culturais são de destacar a 8 de Setembro o feriado municipal, a festa de Nossa Senhora dos Aflitos no primeiro domingo de Julho, a festa da Senhora do Amparo no segundo domingo de Julho, a de Nossa Senhora dos Meninos no terceiro domingo de Setembro, a de S. João realizada a 24 de Junho, a romaria de Portugal/Nossa Senhora dos Remédios, que decorre entre 22 de Agosto e 9 de Setembro, a festa de S. Lázaro, 15 dias antes da Páscoa, e a de S. Pedro de Balsemão, realizada a 29 de Junho. A nível de artesanato merecem referência: os meiotes de lã de ovelha, os tamancos de pau, as coroças e as polainas de junco. Como instalação cultural, destaca-se o Museu de Lamego, fundado em 1917, sediado num magnífico edifício do século XVIII e que foi Paço dos Bispos de Lamego. Este museu expõe uma colecção importante de tapeçaria flamenga do século XVI, pintura dos séculos XVI a XVIII, com maior relevo para o mestre Vasco Fernandes (Grão-Vasco), escultura, mobiliário, cerâmica, paramentaria, arqueologia, azulejaria, ourivesaria, talha dourada (séculos XVII e XVIII) e uma magnífica colecção de arte sacra nas quatro capelas do Convento das Chagas. Como personalidades naturais do concelho são de referir Fernando Martins de Carvalho (1872-1946), que foi jurista, o visconde de Guedes Teixeira, que foi o presidente do município e projectou o novo Hospital de Lamego, e o arquitecto Augusto de Matos Cid, que elaborou vários projectos para edifícios de Lamego, nomeadamente o mercado, no século XIX. Economia No concelho predominam claramente as actividades ligadas ao sector terciário, seguindo-se os sectores secundário, na área da indústria de carnes (presunto), móveis e madeiras, e o primário, relativamente próximos. No que se refere à actividade agrícola destacam-se os cultivos de cereais para grão, horta familiar, frutos frescos, olival, vinha; prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, coelhos e aves. Cerca de 19% (940 ha) do seu território são cobertos de floresta.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Árvores centenárias


No passado dia 09 de Fevereiro demos um passeio pelo Bairro Alto, aí encontramos uma árvore extraordinária no Jardim do Príncipe Real em Lisboa, onde se encontra também o reservatório de água da Patriarcal datado de 1864. Acreditamos que provavelmente ambos sejam contemporâneos, seja como for a árvore está lá para quem a quiser ver deixamos uma amostra fotográfica para despertar a curiosidade. Se conhecerem mais alguma espécime com esta, digam-nos pois gostaríamos de a fotografar e publicar neste blog.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Eis um novo blog





Depois de muito tempo de espera finalmente o blog que nós queriamos editar e vocês de ler. Esperamos que gostem deste novo blog que tem como princípio mostrar-vos "O nosso olhar sobre o mundo..."