quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

viagem ao encontro do Sagrado

A quem chega de novo a lamego, passa por uma pequena Igreja sem a notar. Pela foto parece-nos à partida ordinária, contudo, encerra no seu interior uma das mais belas talhas douradas que pelo nosso país se possa admirar.
Igreja do Desterro como ela é chamada.
Nota histórica:
A Igreja do Desterro, que foi fundada em 1640, pelo bailio de Leça, D. Frei Luís de Távora, transformou a primitiva ermida aí existente. O interior é revestido a talha do século XVIII, obra dos mestres entalhadores lamecenses Manuel Martins, Manuel de Gouveia e Manuel Machado. As pinturas existentes no corpo da capela representam a Anunciação, Adoração dos Reis Magos, Adoração dos Pastores e Apresentação no Templo.
Localização e História:
O concelho de Lamego encontra-se limitado a norte pelo concelho de Vila Real, a oeste por Resende, a sul por Castro Daire e Tarouca e a este por Armamar. Possui um clima marítimo de transição e/ ou de climas diferenciados, consoante a disposição topográfica e o gradiente térmico as temperaturas serão mais elevadas nas áreas de menor altitude, assim como será mais chuvoso nos lugares cujas vertentes estejam voltadas a poente. A sua morfologia é acidentada, destacando-se como áreas de maior altitude a serra do Poio (1071 m), São Domingos (735 m), Fonte da Mesa (1122 m) e Meijinhos (976 m). Como recursos hídricos, referem-se o rio Cabril, o rio Varosa, o rio Balsemão e o rio Douro. História e Monumentos A génese e história deste concelho parece estarem ligadas aos Celtas, dado que já seria uma povoação importante no século IV a. C.. Em 569, as terras foram ocupadas pelos Suevos e sabe-se que, no primeiro quartel do século XVII, o rei visigodo Sisebuto já nelas cunhava moeda. Durante quatro séculos Lamego foi sendo reconquistada, sucessivamente, pelos Cristãos e pelos Árabes. Durante a ocupação árabe foi sede de um valiato de fronteira e a 29 de Novembro de 1057 as terras foram reconquistadas definitivamente por Fernão Magno. Em 1071, com a restauração da diocese de Lamego, passam a existir alcaides, um dos quais foi Egas Moniz, que empreendeu o repovoamento do Ribadouro. Foi concedida a Lamego a carta de couto por D. Sancho I, em 1191. Até ao século XVI, reinado de D. Dinis, conheceram um grande desenvolvimento, contudo, depois com os nobres conheceu o declínio, reduzindo-se a uma aldeia de 1500 habitantes. Em Julho de 1555, D. Manuel concedeu foral novo a Lamego, após o qual a povoação começou, de novo, a desenvolver-se. Posteriormente, foi alvo de uma reforma liberal. A nível do património arquitectónico, destacam-se a Capela de Nossa Senhora da Esperança, fundada em 1586 pelo padre Francisco Gonçalves, cujo interior é decorado com azulejos e talha do século XVIII, existindo aí uma preciosa escultura em pedra ançã de Nossa Senhora da Esperança (século XVI). A Capela de Nossa Senhora dos Meninos foi mandada edificar pelo bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha, em 1555. O interior foi azulejado e enriquecido de talha e ensamblagem nos séculos XVII e XVIII. As grades de pau-preto são da autoria do ensamblador lamecense Manuel de Sousa. Destaca-se ainda a Capela de São Pedro de Balsemão, que é um templo suevo-bizantino do século VII, único no país. Nos séculos XVII e XVIII, as obras de remodelação alteraram a sua feição primitiva. Estrutura de três naves com capela-mor, alberga no seu interior duas peças notáveis: o túmulo do bispo D. Afonso Pires (século XIV) e Nossa Senhora do Ó (escultura em pedra de ançã do século XIV). A Capela do Espírito Santo é do século XVI sendo também fundada pelo bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha. No exterior, encontra-se o brasão do bispo fundador, cravado no cunhal do lado esquerdo. O Castelo de Lamego é uma construção do século XII, onde se salienta a alcáçova com a torre de menagem e as duas portas (Porta do Fogo e Porta do Sol), definindo estas a estrutura da muralha do primitivo burgo. A cisterna é uma esplêndida construção de silharia rectangular, unida, siglada, abobadada e com a volta das ogivas sustentada por cintas grossas que se estribam em pilares, o que lhe dá o aspecto de uma catedral da época. A Igreja de Santa era um mosteiro do século XVII, que pertenceu aos frades lóios ou cónegos de S. João Baptista - foi o mais importante de Lamego durante o século XVIII. O seu interior possui ricos pormenores de arte dos séculos XVII e XVIII e uma valiosa decoração de azulejaria atribuída à família Bernardes. De realce, os túmulos de dois ilustres lamecenses: o bispo D. João de Brito de Vasconcelos e D. Manuel Pinto da Fonseca. A Igreja de Santa Maria de Almacave é um templo de construção românica da segunda metade do século XII. Conserva da fundação primitiva o portal românico, com três arquivoltas e faixa axadrezada, as portas laterais e os lintéis. O seu interior foi profundamente alterado no século XVIII e enriquecido com azulejos e talha dourada nos altares. Merece especial atenção pela tradição das primeiras Cortes de Portugal, que aí se terão realizado nos primeiros tempos da Nação. A Igreja de Santo António, da qual foram fundadores os últimos condes de Marialva. A escritura da doação do terreno necessária para a construção data de 1425. A torre é anterior, construção do fim do século XIV. A porta principal, se bem que construída no reinado de D. João III, pertence ao ciclo quinhentista do gótico naturalístico. Finalmente, a Sé Catedral de Lamego, que é um edifício do século XIII, românico, marcado pelas alterações efectuadas nos séculos XVI e XVIII. Destaca-se a fachada manuelina onde se conjugam elementos do gótico flamejante e do renascimento, o claustro renascentista e a linguagem decorativa barroca de Nicolau Nasoni (século XVIII). Tradições, Lendas e Curiosidades Das manifestações populares e culturais são de destacar a 8 de Setembro o feriado municipal, a festa de Nossa Senhora dos Aflitos no primeiro domingo de Julho, a festa da Senhora do Amparo no segundo domingo de Julho, a de Nossa Senhora dos Meninos no terceiro domingo de Setembro, a de S. João realizada a 24 de Junho, a romaria de Portugal/Nossa Senhora dos Remédios, que decorre entre 22 de Agosto e 9 de Setembro, a festa de S. Lázaro, 15 dias antes da Páscoa, e a de S. Pedro de Balsemão, realizada a 29 de Junho. A nível de artesanato merecem referência: os meiotes de lã de ovelha, os tamancos de pau, as coroças e as polainas de junco. Como instalação cultural, destaca-se o Museu de Lamego, fundado em 1917, sediado num magnífico edifício do século XVIII e que foi Paço dos Bispos de Lamego. Este museu expõe uma colecção importante de tapeçaria flamenga do século XVI, pintura dos séculos XVI a XVIII, com maior relevo para o mestre Vasco Fernandes (Grão-Vasco), escultura, mobiliário, cerâmica, paramentaria, arqueologia, azulejaria, ourivesaria, talha dourada (séculos XVII e XVIII) e uma magnífica colecção de arte sacra nas quatro capelas do Convento das Chagas. Como personalidades naturais do concelho são de referir Fernando Martins de Carvalho (1872-1946), que foi jurista, o visconde de Guedes Teixeira, que foi o presidente do município e projectou o novo Hospital de Lamego, e o arquitecto Augusto de Matos Cid, que elaborou vários projectos para edifícios de Lamego, nomeadamente o mercado, no século XIX. Economia No concelho predominam claramente as actividades ligadas ao sector terciário, seguindo-se os sectores secundário, na área da indústria de carnes (presunto), móveis e madeiras, e o primário, relativamente próximos. No que se refere à actividade agrícola destacam-se os cultivos de cereais para grão, horta familiar, frutos frescos, olival, vinha; prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, coelhos e aves. Cerca de 19% (940 ha) do seu território são cobertos de floresta.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Árvores centenárias


No passado dia 09 de Fevereiro demos um passeio pelo Bairro Alto, aí encontramos uma árvore extraordinária no Jardim do Príncipe Real em Lisboa, onde se encontra também o reservatório de água da Patriarcal datado de 1864. Acreditamos que provavelmente ambos sejam contemporâneos, seja como for a árvore está lá para quem a quiser ver deixamos uma amostra fotográfica para despertar a curiosidade. Se conhecerem mais alguma espécime com esta, digam-nos pois gostaríamos de a fotografar e publicar neste blog.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Eis um novo blog





Depois de muito tempo de espera finalmente o blog que nós queriamos editar e vocês de ler. Esperamos que gostem deste novo blog que tem como princípio mostrar-vos "O nosso olhar sobre o mundo..."